UMA CONVERSA NECESSÁRIA

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Há poucos meses, uma certa BALEIA AZUL entrou em nossas casas, criou o maior barulho e sumiu. Um jogo bizarro que levava seus participantes a, de forma secreta, cometer um bando de insensatez maldosa (consigo e com os outros), culminando em suicídio. Lembra disso?

Recentemente, recebi uma mensagem que me alertava sobre a nova “brincadeira”, o COSTURA CORPO ou BORDA PELE.
“INSPIRADOS POR ‘MANGÁ’ PROIBIDO, JOVENS ESTÃO ADERINDO À MODA DE PERFURAR A PELE E DESENHAR PADRÕES USANDO AGULHA E LINHA”, dizia a introdução do texto.

A proposta seria de, inicialmente, postar nas redes sociais fotos com a pele costurada, como se fossem bordadas e ir aumentando até o ponto de ficar o dia todo com a boca costurada, sem comer ou beber, num espécie de jejum. Quem ficar mais tempo no jejum, atinge o nível master!

Aí você pode dizer: mais uma doidice, mais um boato que daqui a pouco some…
Concordo e rezo para que você esteja certo(a)! Mas não era nessa direção que eu queria apontar.

O recesso acabou e eu pergunto: você passou algum tempo com seu filho? Conversou com ele? Brincou com ele? Você conseguiria me dizer quem são os melhores amigos de seu filho ou os programas que ele mais gosta? O que ele tanto faz no computador/tablet ou naquele bendito smartphone, você saberia me dizer??

Gosto de ditados populares e tem um que diz: “quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência! Já ouviu isso? Pois é, só que dessa vez eu queria usar esse ditado voltando o mesmo para a nossa relação com nossos filhos.

Para o risco de não sermos nós quem os orienta, quem responde aos seus questionamentos e anseios, quem participa de suas alegrias, quem figura como porto seguro. Não se trata de querer dar conta de tudo e ser amiguinho, isso não dá certo!

Falo aqui de sabermos do mundo deles, de sermos capazes de nos interessar genuinamente pelo que pensam, sentem e vivenciam. Falo de nos fazermos pessoas interessantes, sem perdermos a firmeza, com quem eles queiram e gostem de conversar, sem a sensação de que tudo que falam para nós é besteira, ou de que não vale a pena falar pois sempre são criticados ou censurados.

Não podemos garantir que nossos filhos estão protegidos dessa “loucura” toda que anda acontecendo no mundo, mas podemos tentar construir com eles uma relação sólida de amor e confiança que, com toda certeza, fará toda diferença diante de qualquer situação adversa.

Pense nisso!

Texto: Jacy Cristina







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